sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Conferência Estadual de Saúde avalia o SUS em PE


Ministro da Saúde e secretário Estadual de Saúde abrem o evento

 
A partir deste domingo (09/10), mais de 2 mil pessoas estarão discutindo e avaliando o Sistema Único de Saúde (SUS) em Pernambuco. Os debates acontecerão durante a 7ª Conferência Estadual de Saúde, que será realizada no Centro de Convenções, em Olinda. A solenidade de abertura, marcada para as 10h, contará com a presença do secretário Estadual de Saúde e presidente do Conselho Estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Este é o momento de a sociedade pernambucana definir diretrizes para o avanço e a garantia da saúde como direito fundamental no desenvolvimento humano, econômico e social, e também apontar estratégias para fortalecer a mobilização e a participação social no enfrentamento dos desafios atuais para assegurar o SUS como política de Estado”, explica o secretário Estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira.

Nos três dias de evento, a Conferência espera reunir usuários, profissionais de saúde, gestores do SUS e conselheiros de saúde. São representantes de 183 municípios pernambucanos que realizaram, no primeiro semestre do ano, conferências municipais, onde foram levantadas as questões que estarão em debate no Centro de Convenções. O número de delegados por município levou em consideração a população de cada cidade.

Durante a Conferência, haverá ainda a eleição de 124 delegados que irão compor a delegação pernambucana que representará o Estado na 14ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorrerá em Brasília/DF, entre os dias 30 de novembro e 04 de dezembro

Homenagens – Neste ano, a Conferência Estadual de Saúde vai homenagear a médica e fundadora da Pastoral da Criança Zilda Arns, que morreu em 2010, após um violento terremoto no Haiti, e João Francisco Gonçalves, pernambucano de origem humilde da cidade de Orobó, fundador do Hospital Severino Távora.

Programação – Até a próxima terça-feira (11/10), o evento contará com uma série de mesas redondas e apresentação de palestras. No dia da abertura, o senador Humberto Costa fará a exposição da Conferência Magna, que discutirá o tema principal do evento: Todos (as) usam o SUS! O SUS na Seguridade Social – Política Pública Patrimônio do Povo Brasileiro. Mais informações sobre a programação podem ser acessadas no site da Conferência:  http://7conferenciasaudepe.com.br/

AUXILIARES DE ENFERMAGEM DO INTERIOR TEM SALÁRIOS REAJUSTADOS

Auxiliares e Tecnicos de Enfermagem  de São Caetanos tiveram seus salarios reajustado em aproximadamente  110%, quando o sindicato iniciou a campanha salarial no municipio o Salario base da categoria era de 260 Reais.
Auxiliares de Tecnicos de Enfermagem de Xexeu tiveram seus salarios reajustado de 30% no salario Base.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A PARTIR DE 31 DE OUTUBRO DE 2011: COREN-PE TEM NOVA DIRETORIA

O COFEN- Conselho Federal de Enfermagem, baixou resolução n° 383 de 29 de setembro 2011  que designa o Novo plenario para o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco para mandato, com inicio em 31 de outubro de 2011 a 31 de Dezembro de 2011. 
A atitude o Conselho Federal de Enfermagem, reafirma a credibilidades das Chapas 2 (enfermeiros) e 3 (técnicos e Aux. de Enfermagem) Eleitas para o Mandato 2012/2014.

O resultado final das eleições de 11 de setembro de 2011 para o COREN-PE, sairá ainda esse semana, apos reunião da Cominssão eleitoral do COFEN que homologara o resultado do pleito. 

Veja como ficou a composição do plenario do COREN-PE: 

Conselheiros efetivos do Quadro I:
Dra. LUCICLEIDE MARIA DA COSTA, COREN/PE Nº 54.218-ENF
Dra. MARIA LUIZA LUCENA PORTO, COREN/PE 61.441-ENF
Dra. MARIA ZILDA DA SILVA, COREN/PE 84.100-ENF
Dra. SIMONE FLORENTINO DINIZ, COREN/PE Nº 54.177-ENF

Conselheiros suplentes dos Quadros I:
Dra. ANA MARIA DOS SANTOS TEIXEIRA, COREN/PE Nº 32.412-ENF
Dra. CARMINA SILVA DOS SANTOS, COREN/PE Nº 87.218-ENF
Dra.CIBELE LOPES DE SANTANA RAMALHO, COREN/PE Nº52.354-ENF;
Dra. HELENY MARIA PESSOA CARNEIRO NETO DE MACEDO, CORE/PE Nº 50.349-ENF.

Conselheiros efetivos dos Quadros II e III:
ADEILDO GOMES DA SILVA, COREN/PE Nº 86.245-TE
GILBERTO FLÁVIO MELO DA SILVA, COREN/PE Nº 356.926-TEC
JOSÉ WASHINGTON ARRUDA DA SILVA, COREN/PE Nº 310.416-TEC

Conselheiros suplentes dos Quadros II e III:
ANA MANOELA DE OLIVEIRA LEITE, COREN/PE Nº 184.260-TEC
LENÍRIA PEREIRA DA SILVA, COREN/PE Nº 435.151-AE
VIVIAN MARIA DO NASCIMENTO, CORENPE Nº 386.791-TEC.

Art. 2º. Designar, dentre os membros do Plenário, os seguintes
profissionais que integrarão a Diretoria do Conselho Regional
de Enfermagem de Pernambuco:
I - Presidente: Dra. SIMONE FLORENTINO DINIZ, COREN/PE Nº 54.177-ENF
II - Secretário: Dra. MARIA LUIZA LUCENA PORTO, COREN/PE 61.441-ENF;
III - Tesoureiro: ADEILDO GOMES DA SILVA, COREN/PE Nº 86.245-TE;

§ 1º. Atuarão na Comissão de Tomada de Contas, os seguintes profissionais:
a) Coordenadora: Dra. LUCICLEIDE MARIA DA COSTA, COREN/PE Nº 54.218-ENF;
b) Membro: GILBERTO FLÁVIO MELO DA SILVA, COREN/PE Nº 356.926-TEC;
c) Membro: JOSÉ WASHINGTON ARRUDA DA SILVA, COREN/ PE Nº 310.416-TEC.
§ 2º. Como Delegada Eleitora e Suplente de Delegada Eleitora,
designa Dra. SIMONE FLORENTINO DINIZ, COREN/PE Nº 54.177-ENF e
MARIA ZILDA DA SILVA, COREN/PE 84.100-ENF, respectivamente.

FONTE: DIARIO OFICIAL DA UNIÃO: Resolução 382/2011
                                                                   Resolução 383/2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM
RESOLUÇÃO No- 382, DE 29 DE SETEMBRO DE 2011
Dispõe sobre a autorização de instituiçãode Comissão de Transição no âmbito dosConselhos de Enfermagem.O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no uso de suas atribuições legais e competências estabelecidas na Lei 5.905, de12 de julho de 1973, no Regimento Interno COFEN, aprovado pela Resolução COFEN nº. 242 de 31 de agosto de 2000;
CONSIDERANDO que, compete ao Conselho Federal de Enfermagem instalar os Conselhos Regionais, baixar provimentos e expedir instruções, para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos Conselhos Regionais, nos termos do art. 8º, incisos II e IV, da Lei 5.905, de 12 de julho de 1973;
CONSIDERANDO que, compete aos Conselhos Regionais de Enfermagem fazer executar as instruções e provimentos do Conselho Federal, nos termos do art. 15, inciso III, da Lei 5.905, de 12 de julho de 1973;
CONSIDERANDO que, nos termos do art. 13, inciso XLIII, do Regimento Interno COFEN, aprovado pela Resolução COFEN nº. 242, de 31 de agosto de 2000, compete ao Plenário do COFEN promover a instalação e organização dos Conselhos Regionais e acompanhar o seu funcionamento, zelando pela sua regularidade, manutenção  e uniformidade de procedimentos;
CONSIDERANDO que, nos termos do art. 3º da Resolução Cofen nº 355/2009, as eleições visando à composição dos plenários dos Conselhos Regionais de Enfermagem para o exercício dos mandatos no período compreendido entre 2012 e 2014, à exceção dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Roraima, foram realizadas simultaneamente em todo o País na data de 11 de setembro de 2011;
CONSIDERANDO que, nos termos do art. 7º da Resolução Cofen nº 355/2009, os mandatos dos eleitos para os Conselhos Regionais de Enfermagem se iniciarão em 1º de janeiro do ano seguinte ao das eleições;
CONSIDERANDO que o art. 49 da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) franqueia a consulta das contas do gestor público pelos cidadãos e instituições da sociedade.
CONSIDERANDO que a formação de uma Comissão de Transição tem por objetivo, entregar a gestão da autarquia com um nível de conhecimento máximo sobre a situação dos direitos e obrigações dos novos membros do Conselho de Enfermagem, garantindo
que a transição ocorra da maneira mais democrática e garanta a continuidade das ações;
CONSIDERANDO que o processo tem por objetivo assegurar que os novos membros eleitos para o Conselho de Enfermagem possam receber informações e dados necessários ao exercício da função;
CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer normas mínimas para que a transição ocorra sem problemas graves de caixa;

CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do COFEN porocasião da 407 ª ROP, resolve:Art. 1º. Autorizar, aos profissionais eleitos para a constituição do plenário do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Enfermagem, a criação de Comissão de Transição para acompanhamento das ações do Plenário que está por se encerrar.

 § 1º. Os membros da Comissão de Transição poderão ser indicados pelo representante da chapa vencedora do Quadro I, a partir da data da homologação do resultado das eleições pelo Cofen;
§ 2º. A Comissão de Transição será composta por até 5 (cinco) membros, em caráter honorífico e coordenada por enfermeiro.
§ 3º. As requisições de informações e providencias necessárias aos trabalhos da equipe de transição deverão ser feitas pela Coordenação da Transição;
§ 4º. O Conselho Federal ou o Conselho Regional de Enfermagem deverá fornecer e disponibilizar aos membros da Comissão de Transição infraestrutura e apoio técnico e administrativo necessários ao desempenho de suas atividades.
§ 5º. A comissão de transição não poderá interferir nos atosde gestão, nos termos do art. 20, da Lei 5905/73.
Art. 2º. Os membros da Comissão de Transição terão acesso às informações relativas às contas públicas da autarquia, projetos, decisões e portarias, entre outros documentos que julgue importantes ao acompanhamento da transição, devendo a diretoria do Conselho
Federal e dos Conselhos Regionais de Enfermagem fornecer as informações solicitadas pelo Coordenador, em especial:
I - todos os dados sobre convênios, termos de cooperação, parcerias e contratos em execução;
II - a programação financeira do período compreendido entre a posse dos eleitos até os primeiros 90 dias da futura gestão;
III - relação de pessoal e patrimonial da autarquia;
Art. 3º. O disposto nesta Resolução não se aplica no caso de
reeleição.
Art. 4º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
MANOEL CARLOS NERI DA SILVA
Presidente do Conselho
GELSON LUIZ DE ALBUQUERQUE
Primeiro-Secretário

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

JÁ ESTAVA ESCRITO QUE PCCDV NÃO SERIA IMPLANTADO
CONFORME PROMETIDO PELA PREFEITURA DO RECIFE.

Como já havíamos antecipado a Prefeitura do Recife, mas uma vez deixou os servidores da Saúde a ver navios. A prefeitura do Recife através da secretaria de saúde se comprometeu com o conjunto de servidores da saúde durante as negociação salarial de 2011, que em 2011 seria  implantaria o Plano de Cargo Carreira Desenvolvimento e Vencimento, sendo assim: em  setembro de 2011, isso no intuito de fechar a campanha salarial , embora o SATENPE , tenha afirmado em varias dessa reuniões da DGGT e Gabinete do Secretario de saúde, que esse plano não seria implantado em 2011 devido inúmeras pendências que ainda faltam ser definida no Plano; mas o Secretario de Saúde Dr. Gustavo Couto e Cintia Alves Diretora de Recursos humanos da SS, foram categórico em afirmar que seria sim implantado, eles acreditavam tanto nisso que estabeleceram , que pactuaram assim: 25 do servidores mais antigos seriam enquadrado no final de setembro de 2011 , outros 25% em Dezembro de 2011 e os 50% restante em Marco de 2012. Na ultima Reunião da Mesa Municipal de Negociação setorial, recebemos a péssima noticia que o projeto de lei será encaminhado pelo executivo em outubro 2011, e a implantação se dará em Novembro.

Realmente Continuamos acreditando nas nossas afirmações “ o PCCDV não será implantado em 2011”. Isso realmente tem sido um constante pratica do governo Municipal do Recife, se compromete com os servidores e não cumpri com os prazos acordado.

veja aqui acordo assinado: pagina 1
                                         página 2

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

COFEN participa de seminário sobre a regulamentação da jornada de 30h

No primeiro evento oficial do ‘Fórum Nacional 30 Horas Já: Enfermagem Unida por um objetivo’, entidades representativas da Enfermagem brasileira e profissionais de todo o país participaram, nesta quarta-feira (28), de um Seminário sobre a regulamentação da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo do encontro, realizado pela Comissão de Legislação Participativa (CLP), foi discutir a redução da carga de trabalho para os profissionais de enfermagem –auxiliares, técnicos e enfermeiros- de 40 para 30 horas semanais.

“Queremos, a partir da discussão do Projeto de Lei 2295/00, expandir o movimento pela regulamentação da jornada de trabalho com o intuito de aumentarmos a pressão para que o PL seja colocado na pauta de votação”, comenta o conselheiro federal e um dos coordenadores do Fórum, Antonio Marcos Freire Gomes. O conselheiro federal ainda falou sobre a proposta de criação dos Fórum pelas 30 horas em todos os estados do país. “A divulgação e o engajamento dos profissionais e das demais entidades nos estados brasileiros é de suma importância para o fortalecimento e aprovação do PL. É a partir dessa pressão que conseguiremos a vitória do movimento”, afirma.
Participaram da mesa de discussão do seminário, o Presidente da Comissão Deputado Vitor Paulo (RJ); o Deputado Federal Rogério Carvalho (SE); a Deputada Estadual Rejane (RJ); a Deputada Federal Carmen Zanotto (SC); a Deputada Federal Rosane Ferreira(PR); além de representantes das seguintes entidades: Antônio Marcos - Representante do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN); Simone Peruzzo - Representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn); Mário Jorge dos Santos Filho - Representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde - CNTS; e Solange Caetano - Presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE).

A Deputada Estadual Rejane (RJ) lembrou que a luta dos profissionais de Enfermagem vai além da propositura do PL em 2000. “Essa é uma luta antiga dentro da Câmara. São mais de 55 anos nos movimentando pela regulamentação da jornada de trabalho.” A deputada ainda comentou que a bandeira pelas 30 horas não é uma luta corporativista, de interesse apenas da classe dos profissionais. “Nossa maior luta é pela melhoria dos atendimentos e dos cuidados que são oferecidos à população brasileira. A aprovação das 30 horas será, certamente, uma vitória para a sociedade que terá profissionais mais qualificados no trabalho”, finaliza.

Para a deputada Rosane Ferreira (PR), há mais de 11 anos a categoria luta pela aprovação do projeto. “A valorização da enfermagem deve ser feita. Sem saúde não há pátria”, completa.
Alem da jornada de trabalho, foram lembrados pelos convidados e deputados a necessidade de outras melhorias para os profissionais de Enfermagem como a aposentadoria especial com 25 anos de trabalho e o piso salarial para a categoria.
A presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Aparecida Caetano, também protestou. Para ela, a categoria não deve aceitar mais atrasos na votação do projeto. “A enfermagem representa 54% dos profissionais de saúde. Não queremos mais requerimentos, queremos que o projeto seja votado e aprovado”, disse.
Colégio de Líderes

O presidente da Comissão, deputado Vitor Paulo (PRB-RJ), quem propôs o encontro e que também é líder do PRB, prometeu conversar com os demais líderes para colocar a proposta em votação no Plenário o mais rápido possível. “Aqui só se vota ou aprova por maioria ou pressão. Sei da responsabilidade que vocês têm com a saúde e sei como é importante aprovar o PL 2295/00”, afirmou.
Os representantes das entidades de classe também lembraram a entrega ao deputado Vitor Paulo de uma carta-compromisso, assinada pela presidenta Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral a favor da redução da jornada de trabalho.

Debates

Após a apresentação inicial dos temas a serem discutidos durante o Seminário foram formados painéis e mesas redondas que explicitaram e detalharam os trabalhos pela aprovação do PL, assim como as diretrizes para que o movimento se fortaleça.
1ª Mesa de Debates: Tema - Regulamentação da Jornada de Trabalho: Implicações Éticas e Jurídicas no Trabalho da Enfermagem
2ª Mesa de Debates: Tema - PL 2295/2000: Impactos financeiros, qualidade de vida dos profissionais de Enfermagem e a saúde da população.
3ª Mesa de Debates: Tema - Segurança do Paciente: desafios e perpectivas no processo de cuidar
Mesa Redonda: Tema - Possibilidades e Desafios do Movimento Organizado Nacional e Estadual

Entenda mais:

O PL 2295, apresentado em janeiro de 2000, representa uma reivindicação dos profissionais de Enfermagem -enfermeiros, técnicos e auxiliares-, objetivando equalizar o funcionamento dos serviços de saúde e prover um padrão desejável de condições para a prática da Enfermagem no país. O respectivo PL, que fixa a jornada em seis horas diárias e 30 semanais, aguarda a votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Na página da internet da Câmara do Deputados é possível acompanhar todas as etapas do Projeto de Lei, acessando:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=17915 Todos os interessados também podem colaborar e fortalecer a aprovação do PL 2295/2000, clicando em http://www.portalcofen.gov.br/form/manifesto30h

FONTE: COFEN

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Justiça obriga órgãos públicos a chamar os candidatos que se
classificarem dentro no número de vagas oferecidas em edital


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na noite de quarta-feira, por unanimidade, que as pessoas aprovadas em concurso público têm o direito de ser nomeadas nas vagas abertas por concurso público (com exceção do cadastro de reserva). A decisão foi sobre um caso específico em Mato Grosso do Sul, mas será aplicada em todo o país, porque o caso tinha o status de repercussão geral.

O estado alegava que o candidato não tem direito certo de ser nomeado, apenas uma expectativa de que isso aconteça. E que isso serve para preservar a autonomia da administração pública para decidir se a nomeação é útil ou não. No entanto, o relator, ministro Gilmar Mendes, considerou que a administração pública está vinculada ao número de vagas previstas no edital.

Mendes considerou que as vagas previstas em edital já pressupõem a existência de cargos e a previsão de lei orçamentária.

— Entendo que o dever de boa-fé da administração pública exige o respeito incondicional às regras do edital, inclusive quanto à previsão das vagas no concurso público — disse o ministro, que acrescentou que a única liberdade da administração pública é decidir quando o candidato será nomeado, dentro do prazo de validade do concurso.

Para o relator, apenas situações excepcionais justificam a não nomeação, como fatos importantes e imprevisíveis posteriores à abertura do edital, como crises econômicas, guerras e fenômenos naturais que causem calamidade pública.

Pesquisadores desenvolvem vacina contra Aids com 90% de eficácia

Uma equipe de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora. Os testes conseguiram uma resposta imune para 90% das pessoas sadias que foram expostas ao vírus.

A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira em entrevista coletiva pelos responsáveis pela pesquisa, Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri.

Após manifestarem uma grande eficácia em ratos e macacos, os testes começaram a ser aplicados em seres humanos há cerca de um ano. Nesta primeira fase, a vacina foi aplicada em 30 pessoas sadias, escolhidas entre 370 voluntários.

Durante o teste, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina. Estas últimas apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários (cefaleias, dor na zona da injeção e mal-estar geral). Por isso, é possível afirmar que "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", ressaltou Quirós.

Em 95% dos pacientes, a vacina gerou defesa (normalmente atinge 25%) e, enquanto outras vacinas estimulam células ou anticorpos, este novo protótipo "conseguiu estimular ambos", destacou Felipe García.

Para completar, em 85% dos pacientes as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, "que neste campo significa bastante tempo", acrescentou.

Na próxima etapa, os pesquisadores realizarão um novo teste clínico, desta vez com voluntários infectados pelo HIV. O objetivo é saber se o composto, além de prevenir, pode servir para tratar a doença.

"Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV para ver se serve para curar. Geralmente, os tratamentos antirretrovirais (combinação de três remédios) devem ser tomados rigorosamente, algo insustentável em lugares tão afetados pela Aids como a África", apontou García.

O protótipo da vacina, batizado como MVA-B, recebe o nome do vírus Vaccinia Modificado Ankara (MVA, na sigla em inglês), um vírus atenuado que serve como modelo na pesquisa de múltiplas vacinas

Até agora, o único teste de vacina contra o HIV que chegou à terceira fase foi realizado na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio.

O protótipo da vacina, patenteado pelo CSIC espanhol, está sendo elaborado para combater o subtipo B do vírus da Aids, de maior prevalência na Europa, Estados Unidos, América Central e do Sul, além do Caribe. Na África e Ásia, o vírus mais comum é o subtipo C.


Pesquisa indica: Metade da população não sabe o que é hepatite C

GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR

Os brasileiros sabem pouco sobre hepatite C, apesar de a doença ser responsável por metade dos quadros de cirrose ou câncer que demandam transplantes de fígado.
Pesquisa Datafolha mostra que metade da população (51%) não é capaz de dizer espontaneamente o que é a doença, apesar de reconhecê-la como grave e contagiosa.
Os dados da pesquisa, que ouviu 1.137 pessoas em 11 cidades no mês de julho, foram apresentados ontem, em Salvador, durante o Congresso Brasileiro de Hepatologia. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A Sociedade Brasileira de Hepatologia estima que até 2 milhões de brasileiros tenham a doença, mas só 20 mil estão em tratamento.
A pesquisa mostrou outro dado alarmante: 25% dos entrevistados acreditam, equivocadamente, que há vacina contra a hepatite C -e 7% dizem ter sido imunizados.
"As hepatites virais são doenças negligenciadas no Brasil. Precisamos fazer com elas o que foi feito com a Aids. Hoje todo mundo tem informação sobre o HIV", diz o presidente da sociedade, Raymundo Paraná.

DIAGNÓSTICO TARDIO

A hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus, bactérias, abuso de álcool e de medicamentos ou ser hereditária.

Descoberto em 1989, o tipo C é transmitido pelo uso compartilhado de agulhas e seringas contaminadas e em transfusões de sangue.

Se tratada nos estágios iniciais, a doença é curável.

Para efeito de comparação, o número de pacientes com cirrose hepática em decorrência de hepatite é duas vezes maior do que o dos que desenvolveram o quadro pelo consumo de álcool.

"Como 80% dos casos não apresentam sintomas, a pessoa não faz exames. Anos depois, temos de cuidar não de uma hepatite, mas de uma lesão séria no fígado", diz o infectologista Fernando Gonçales, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A doença representou 70% das mortes entre todos os tipos de hepatites ocorridas nos últimos dez anos no país, ou seja, cerca de 14,9 mil mortes no período, segundo o Ministério da Saúde.

Fonte:  Folha de S. Paulo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Hospital de PE não tem obstetra na sexta-feira nem no fim de semana

Na semana passada, a ONU condenou o Brasil por violação dos direitos humanos depois da morte de uma jovem grávida, no Rio de Janeiro. Poucos dias depois, em Belém, uma outra jovem perdeu os filhos gêmeos após ter o atendimento recusado em dois hospitais. E no interior de Pernambuco, o Fantástico descobriu que existe uma cidade onde os bebês só "podem" nascer entre segunda e quinta-feira.
 Nesta semana, uma jovem perdeu os filhos gêmeos após ter o atendimento recusado em dois hospitais de Belém. E o Fantástico foi ao interior de Pernambuco contar a história de outra mãe, que acompanhou a filha em trabalho de parto, sem obstetra, durante 18 horas. A menina e o bebê morreram.
  “Eu falei: ‘Mainha, foi meu filho, meu filho morreu, não foi? Ela respondeu: ‘Você tem que aceitar, porque o que Deus faz a gente tem que aceitar’. Mas eu não aceito perder meu filho assim”, lamenta a dona de casa Taciana Maria da Silva Gomes. Maria de Lourdes Alves da Silva, também dona de casa, conta como tudo aconteceu: “Me perguntaram: ‘É você que é a mãe da Marcela? Sinto muito, mãe. Mas o bebê dela morreu, e ela está com hemorragia".
“Ele disse a ela assim: ‘Quando você está com problema de vista, minha filha, você procura um oculista ou um açougueiro?’ Você se lembra que você disse isso a ela?, pergunta Ana Luiza Carvalho silva.
“Eu quis dizer que quando a pessoa precisa ter um parto, tem que procurar um obstetra. Aqui não é maternidade”, explica o clínico geral José Maurício Leite.
“Nós estamos aqui abandonados”, diz a professora Maria José da Silva.
O Fantástico foi a Barreiros, a 110 km da capital de Pernambuco. Na cidade, a tristeza de avós sem netos e as roupinhas de bebê sem uso são a face mais dolorosa do caos na Saúde . Marcela foi a vítima mais recente. Pouco antes do parto tudo parecia bem.
“Ela escutou a barriga da menina, disse que o menino estava mexendo. O coração dele também, bulindo e muito na barriga dela” conta a mãe de Marcela.
Mas, na Casa de Saúde João Alfredo, o trabalho de parto acompanhado por uma parteira se complicou. “Ela gritava muito, muito mesmo. Dizia que não estava aguentando mais”, conta a mãe de Marcela.
E o pior é que era sexta-feira. Pela escala, bebês em Barreiros só podem nascer de segunda a quinta.
“Nós não temos obstetra no final de semana, sexta, sábado e domingo”, conta o médico José Dhália da Silveira.
Encontramos o médico que foi chamado às pressas para ajudar no parto de Marcela. Ela estava sofrendo havia 18 horas.
“Eu cheguei e a mulher tinha parido há uns 20 minutos, tinha parido o feto morto. Faltava anestesista, faltava sangue, faltava outro médico para ajudar. Não tinha nada disso. Só tinha eu, quando eu cheguei lá. Eu não podia fazer nada”, contou José.
O sistema de Saúde em Barreiros já não era bom e piorou em 2010, quando as enchentes de inverno destruíram o hospital público. A cidade passou então a viver uma situação absurda: há médicos sem hospital e um hospital onde falta médico.
O secretário de Saúde Elídio Moura relata: “O município vive, desde junho de 2010, uma situação de guerra. A partir do momento que nossa rede de saúde foi completamente dizimada.
Agonizando, Marcela foi transferida para o Hospital Dom Helder Câmara, a quase uma hora de Barreiros, mas a tentativa de retirada do útero para conter a hemorragia também aconteceu tarde demais. O diretor do hospital, Audes Feitosa, justificou: “Se a gente conseguisse abreviar o tempo do atendimento do início do sangramento para realizar a histerectomia, talvez o resultado pudesse ser outro”. Marcela morreu aos 21 anos.
Taciana, aos 20, perdeu o primeiro filho, também na Casa de Saúde de Barreiros. Em um dia em que não havia obstetra.(...)

FONTE





 






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