terça-feira, 16 de outubro de 2012

OS DESAFIOS DO SUS


A especialista em Saúde Pública e premiada ex-secretária municipal de saúde de Betim (MG) Conceição Rezende fala ao Portal do Cebes sobre os principais desafios do SUS e dos novos gestores municipais de saúde. "Acompanhamos a implantação do SUS no Brasil e sabemos o quanto avançamos, mas precisamos caminhar muito mais", afirma. 

Portal Cebes: Desde a criação do SUS, em 1988, pautado na possibilidade de elevar a saúde à condição de direito social, universal e garantido pelo Estado, cenários complexos e conflitos de interesses se instalaram, impedindo avanços necessários para sua implantação nos moldes da Constituição Federal. Quais seriam os mais graves deles, na sua percepção?
Conceição Rezende: Em minha opinião, um dos principais fatores que dificultam a implantação do SUS no Brasil é o desconhecimento e a incompreensão que vigora, em todas as classes sociais, sobre o que seja saúde, saúde pública, direito à saúde e o porquê da saúde ser um direito humano fundamental. 

É público e notório que, se perguntarmos a qualquer pessoa sobre o que ela mais deseja que a Administração Pública realize, especialmente nos períodos eleitorais, ela dirá que é melhorar o sistema de saúde. Mas não podemos nos negar a ver que, quando se debate diretamente com a população o orçamento do Município (a exemplo do orçamento participativo), a maioria dessas mesmas pessoas escolhe fazer o asfalto da sua rua, construir um estabelecimento cultural ou outra obra qualquer... Dificilmente, solicitará a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), de uma Unidade de Saúde Especializada, de um Hospital ou de um serviço de saúde qualquer.

Quando ocorre de se solicitar a construção ou implantação de um serviço de saúde, infelizmente, na maioria das vezes, é por indução das equipes de saúde, como se essa obra fosse uma pauta de reivindicação dos trabalhadores. Certamente que não faltam indutores também para a opinião social sobre a escolha de investimentos em outras políticas como prioridade. 

Num outro ambiente, o das classes A, B e C, juntamente com parte da D, ter um Plano de Saúde é projeto prioritário individual. Por desconhecimento e incompreensão, também, essa população imagina o Plano de Saúde como um lugar onde todos os seus problemas de saúde e os da sua família fossem se resolver. Para esta parcela da população, que movimenta a maior parte da economia, a saúde pública não é o seu sonho de consumo porque ela desconhece o seu objeto e, em segundo lugar, porque a mídia não divulga quem são os verdadeiros usuários do SUS e, por isto, passa-se para a população a impressão de que o SUS é uma política social para as classes D e E, lugar este que ninguém quer frequentar.

Existe também a cultura clientelista ou individualista, na qual se espera que, quem governa, tem ou dá, por isto, acesso mais fácil aos serviços de saúde. Às vezes pensamos que tudo está perdido... Como se ninguém tivesse entendido nada... Como é que alguém tem a coragem de demandar que o ”seu” caso seja tratado com prioridade em detrimento dos critérios estabelecidos para todos e todas? Ou seja, quem tem condições de pautar e lutar pela saúde, luta pelo “seu” caso.

Existe ainda a livre circulação dos profissionais de saúde entre os dois sistemas de saúde (público e privado) que gera uma cumplicidade/promiscuidade, entre seus escritórios e papéis, nos quais boa parte do crédito público é “doado” ao usuário como vantagem privada (nas consultas particulares e nos Planos de Saúde), tais como os pedidos de exames e as indicações cirúrgicas do SUS sendo prescritas pelos hospitais e consultórios privados, sendo que a marcação de consultas e cirurgias do SUS, pelo SUS, encara filas intermináveis ao vivo e a cores ou nos computadores.

O Sistema Único de Saúde padece de um processo de construção tardio, no qual as demandas e necessidades da população se acumularam de tal modo que desconhecemos, salvo restritas experiências bem sucedidas, o seu pleno, universal e integral funcionamento, o que faz supor que seja, exclusivamente, utópico em sua concepção.

Por último ou primeiro (?) falta-lhe recursos. O desconhecimento e a incompreensão dos economistas e dos administradores do Poder Público atingem de morte o Sistema Único de Saúde do Brasil. Desconhecem o SUS, seus dilemas, seus sucessos e a necessidade de encurtar o caminho da sua implementação. Ao contrário, só pensam nele quando necessitam de algum tipo de atendimento em saúde. Ou para defenderem o corte de seus “gastos”.

A mídia nacional (grande imprensa), por interesses do mercado que sustenta seus comerciais e por desconhecimento e incompreensão do seu discurso próprio, retorna para a sociedade o informe do que há de pior e mais nefasto para a construção de uma política pública com a grandeza e a generosidade do SUS. Ou seja, a melhor notícia são suas mazelas. Quanto pior, melhor...

Portal Cebes: Quais os grandes desafios enfrentados nesse sentido nos municípios
?

Conceição Rezende: O SUS orienta, por seus princípios e diretrizes, a construção de um Estado de direito que se faz com o povo e para o povo. Foi gestado num momento duro do autoritarismo nacional. Assim, o movimento sanitário brasileiro, indignado com as condições sociais do Estado, concebeu o SUS com participação e respeito pela voz do outro, dentre tantos diferentes. Por isto, é inadmissível e quase incompreensível a definição de caminhos, processos, critérios, indicadores, índices, metas, recursos e políticas, sem debate e pactuação entre os gestores das diferentes esferas de governo, sem negociação com os trabalhadores do sistema, bem como sem a participação dos usuários e sem controle social. 

Nos últimos anos, o SUS avançou em relação à estruturação de suas redes de atenção e de cuidado integral. Falta-lhe alcançar a universalidade do povo brasileiro e a educação para e na saúde. Falta estrutura de gestão (conhecimento, profissionais necessários e suficientemente comprometidos, condições de trabalho e área física adequadas, equipamentos e instrumentos). Faltam recursos. O SUS necessita de 10% da receita corrente bruta da União o mais rápido possível e de 12% da receita dos estados, no mínimo! 

Os municípios já investem acima dos 15% previstos na Constituição Federal. Não há como fugir da criação de um sistema de comunicação e informação único e informatizado no país. É necessário que os governantes compreendam que o SUS é a mais importante política de inclusão social do Brasil. Inclui a todos e todas, conforme a necessidade de cada um!

Acompanhamos a implantação do SUS no Brasil e sabemos o quanto avançamos, mas falta muito e precisamos caminhar muito mais...

Portal Cebes: No início do ano o município de Betim ficou em primeiro lugar com a criação de uma mesa permanente de negociação com servidores da saúde. De que forma essas iniciativas melhoram as condições de trabalho e a valorização dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e qual a importância dessas práticas de democratização das relações de trabalho e inovações na gestão do trabalho na saúde para o Sistema?


Conceição Rezende: Já falamos, em parte, sobre a importância da democracia na gestão do SUS. A participação é um princípio da gestão da saúde no Brasil. As Mesas de Negociação Permanente fazem parte das políticas de gestão do trabalho no SUS. É um sistema em implantação e temos várias experiências exitosas como a de Betim. Essas Mesas possuem estatuto próprio, composição paritária entre o gestor e as entidades sindicais do setor, pauta de negociação pactuada e calendário de reuniões e eventos pré-estabelecidos. 

Nesse espaço de convivência e pactuação é possível estabelecer uma relação amistosa e de confiança entre as partes, pela qual os dois lados respeitam o lugar ocupado por cada um e têm-se o entendimento da imprescimbilidade de ambos os lados na construção do SUS. 

Com esse processo, cessam as relações verticais e burocratizadas dentro do SUS e renovam-se a cada dia o respeito, a confiança, o compromisso e a certeza de dias melhores para o SUS e para os trabalhadores. Foi esse processo que registramos para participar do processo de premiação do Ministério da Saúde, em 2011, pelo qual recebemos, em fevereiro de 2012, o Prêmio do 1ª lugar.

Portal Cebes: Quais serão os maiores desafios dos novos gestores municipais de saúde, que serão eleitos este ano?
Conceição Rezende: O Ministério da Saúde vem construindo há algum tempo as redes regionalizadas de atenção integral à saúde que se encontram inacabadas e com graves problemas a serem solucionados. Além disso, a implantação das regras aprovadas pela Lei Complementar 141/2012 ocuparão espaços de reflexão e instituição de novos procedimentos de gestão. 

Essa construção conta com a participação dos atuais secretários municipais de saúde nas comissões bipartites e tripartites. Mais uma vez as prefeitas e os prefeitos eleitos indicarão “novos” secretários (ou não) que poderão dar continuidade aos processos iniciados ou, quem sabe, apresentarão melhores propostas para prosseguimento dos processos. É momento de esperança e de incertezas.

Os novos gestores municipais de saúde encontram-se diante de três desafios principais: o primeiro é assegurar a universalidade do acesso às ações de saúde em tempo aceitável, o segundo é assegurar a integralidade da atenção à saúde em um patamar de complexidade resolutivo para os problemas de seus munícipes e o terceiro é a certificação do atendimento com acolhimento humanizado e respeitoso aos usuários dos serviços e das unidades de saúde.

Outro grande desafio é como as prefeitas e os prefeitos eleitos responderão, em curto prazo, às promessas e compromissos assumidos em suas campanhas. Do contrário, o dia 1º de janeiro de 2013 será o início do processo de perda eleitoral dos futuros mandatários.

Conceição Rezende é psicóloga, especialista em Saúde Pública e em Direito Sanitário, candidata a vereadora em Betim – MG, Coordenadora do Setorial Nacional de Saúde do PT, ex-secretária Municipal de Saúde de Betim (1993/1996 e 2009/2012) e ex-assessora Técnica da Bancada do PT na Câmara dos Deputados (1999 a 2008).
Fonte: CEBES

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

No Recife, elevadores quebrados do HC causam transtornos


Dos oito elevadores do prédio, apenas três estão funcionando.
Administração do hospital reconhece os problemas.


No Hospital das Clínicas, que fica na Universidade Federal de Pernambuco(UFPE), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, funcionários e pacientes enfrentam uma rotina complicada: dos oito elevadores da unidade de saúde, apenas três estão funcionando. Com 11 andares, várias pessoas têm que utilizar as escadas para receber ou dar atendimento. De acordo com médicos e enfermeiros, muitos exames estão sendo cancelados, porque os doentes não têm condições de subir a grande quantidade de degraus.
Entre os pacientes, uma criança com as pernas engessadas precisou ser carregada nos braços. O músico Vimerson Vitorino, parente da criança, reclamou: “Já faz mais de uma hora que estamos aqui, já fomos nas duas portarias e nos mandaram ao sexto andar. Nós fomos no sexto andar e, chegando lá, disseram que tinha maca mas não poderia descer, porque o elevador está quebrado”.
Para o enfermeiro Rodrigo Bezerra, que trabalha exatamente no 11° andar do hospital, chegar ao trabalho está se mostrando uma tarefa difícil. “Você chega meia hora antes pra poder render o colega. Tem que subir 11 andares de escada, então já chego exausto no setor de trabalho. Estamos passando por dificuldades, tenho colegas que, em alguns plantões, não receberam nem água, porque os funcionários não conseguiam subir com os garrafões de água sem o elevador”, contou.
Em um dos setores, os três elevadores reservados para os pacientes estão quebrados. E são justamente as máquinas adaptadas para transportar os doentes em macas. Por conta disso, um único elevador, originalmente utilizado apenas por médicos, serve para todo mundo. As filas são sempre longas e, além das pessoas, o elevador precisa transportar comida e roupa suja recolhida nas enfermarias.
Como são poucos, os elevadores estão sempre cheios. Para evitar que os equipamentos restantes também quebrem, funcionários precisam garantir que a lotação seja respeitada. Além disso, um aviso colocado em uma das portas informa que apenas um elevador está sendo utilizado pelo setor de internação de pacientes.
Diretor administrativo do Hospital das Clínicas, Marcos Carvalho reconhece a gravidade do problema. “É realmente uma situação muito difícil, que nenhum gestor hospitalar quer passar. Mas é um grande enfrentamento, que a diretoria do HC, junto com a própria universidade, tem que estar juntas, para tentar resolver esse problema", disse.
"São elevadores com mais de 30 anos de uso, e que nós temos dificuldade até para encontrar peças. Temos uma empresa que trabalha junto com a equipe da própria universidade, onde tem engenheiros elétricos e o pessoal da manutenção, que dá esse suporte. Nós temos um processo em andamento, que já foi desencadeado, para a modernização. E para a modernização desses equipamentos, as empresas que já estão contactando para que o processo licitatório comece a existir, estão dando um prazo de 120 dias para esse primeiro equipamento modernizado”, ressaltou o diretor administrativo do HC.


"Quero crer que o hospital vai passar o mínimo de tempo possível nessa situação, vamos intensificar os trabalhos para tentar resolver o problema o mais rápido possível", garantiu Carvalho.

Fonte: G1-PE

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, ORGULHO DE TODOS OS BRASILEIROS


O relator do mensalão será eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta quarta-feira (10), logo após o início da sessão Plenária. Seguindo a tradição, serão dados nove votos para Joaquim e um voto para o seu vice-presidente, o revisor do mesmo processo, ministro Ricardo Lewandowski. O voto em Lewandowski será dado por Joaquim, uma vez que ele não pode votar no próprio nome para a presidência da Corte. 
Joaquim Benedito Barbosa Gomes nasceu na cidade mineira de Paracatu em 7 de outubro de 1954. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Estudou no Grupo Escolar Dom Serafim Gomes Jardim e no Colégio Estadual Antonio Carlos. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público, no Colégio Elefante Branco, de Brasília. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministerio das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84). Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993.
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. Foi indicado para o STF pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em 2003.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Restauração terá 151 novos leitos de retaguarda


 A unidade também passa a contar com um tomógrafo e a parte de emergência será reformada
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (5), durante visita ao Hospital da Restauração (HR), os novos 151 leitos de retaguarda e a reforma da ala de urgência da unidade, além do funcionamento do tomógrafo, equipamento adquirido com recursos do S.O.S Emergências, que contribuirá para a realização de exames garantindo a assistência aos usuários no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  
Ao todo, são 151 leitos de retaguarda para garantir o atendimento à população. De imediato, vão ser habilitados 40 leitos junto ao Hospital Alfa para atendimento de pacientes neuroclínicos, com custeio anual de R$ 3,7 milhões. Esta medida ajudará a desafogar a emergência do Hospital da Restauração.
“Os novos leitos de retaguarda vão proporcionar condição mais digna de atendimento aos usuários do SUS e faz parte da primeira meta de desafogar os corredores da emergência desta unidade. Essesleitos vão facilitar ao atendimento, porque às vezes o paciente esperava três a quatro dias. Agora, com essa iniciativa, o paciente não ficará em macas.Isso comprova nosso compromisso com o S.O.S Emergênciasde qualificar a gestão e garantir atendimento ágil e humanizado”, completou.
O ministro disse ainda que a próxima etapa será a reestruturação física do Hospital da Restauração. Para isso haverá um reforço financeiro de aproximadamente R$ 13 milhões, sendo R$ 6 milhões do governo federal e o restante do Estado de Pernambuco. “Nossa intenção é promover a reestruturação física do hospital para que a unidade esteja à altura da competência do corpo clínico e dos profissionais que trabalham no HR, e assim, atender cada vez melhor os usuários do SUS”, disse.
O projeto de reforma prevê a instalação de uma nova UTI e de rampa de acesso, além da ampliação da endoscopia e do setor de imagem, que contará com um novo tomógrafo, um novo aparelho de angiografia e de ressonância magnética, além da modernização da enfermaria.
O HR já conta recursos de R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos. E, desde a implantação do S.O.S Emergências, em dezembro do ano passado, também já foi garantido ao hospital o repasse de 83% do total de R$ 3,6 milhões anuais.
Já foi liberado para esta unidade outros R$ 200 mil para a aquisição de computadores e a informatização da emergência, através de um sistema online que reúne todos os dados dos pacientes.
ESTRATÉGIA -O hospital também já conta com o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), formado por representantes da Secretaria Estadual de Saúde e do próprio HR. O trabalho do núcleo é supervisionado pelo Comitê Nacional de Acompanhamento do S.O.S Emergências.
O NAQH é o responsável pela elaboração do projeto que tem objetivo de promover o enfrentamento das principais necessidades do hospital, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.
AÇÕES –No hospital também teve início a gestão de leitos por meio do método Kan Ban, utilizado para controlar o tempo de internação dos pacientes e gerenciar a rotatividade de leitos. O plano de ação prevê ainda melhorias nos relatórios estatísticos, acesso mais fácil das informações do hospital por parte dos pacientes, adequação das acomodações dos pacientes, capacitação dos profissionais, melhoria na gestão dos leitos, aumento da oferta dos exames de alta complexidade, redução no tempo de espera entre outras ações.

Por Neyfla Garcia, da Agência Saúde – Ascom/MS
(61) 3315-6259 / 3315-3580

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

NOTA OFICIAL

O Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de enfermagem de Pernambuco vem a público esclarecer que o Presidente JOSÉ FRANCIS HERBERT  DA CONCEIÇÃO, encontra-se licenciado da presidência da entidades desde 05 de maio de 2012, quando se licenciou do cargo de presidente da entidade para concorre ao mandato  eletivo de Vereador do Município do Recife, entretanto o mesmo foi denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral pelo ENFERMEIRO ALEXANDRE BORGES DA SILVA, também  postulante ao mandato de vereador do Município do Recife.
Em face das notícias sobre ausência de desincompatibilização, valendo-se da publicação do edital de convocação de Assembleia da categoria publicado no dia 18 de Setembro no site do sindicato, cujo edital está com uma assinatura extraída através de scanner como era de costume ser colocada pelo funcionário em documento veiculado no site, que quando alertado do equivoco pela diretoria imediatamente corrigiu  erro no edital seguinte.
O fato Mostra que o ENFERMEIRO ALEXANDRE BORGES DA SILVA agiu de forma inapropriada, oportunista, rasteira e com interesses escuso, principalmente movido pelo desespero ao ver que todos técnicos e auxiliares de enfermagem, buscam de fato uma representação para categoria, e cujo candidato escolhido para tal é JOSÉ FRANCIS HERBERT DA CONCEIÇÃO.
Essa forma de ação visa, tão somente, satisfazer vaidades pessoais, interesses individuais e a divisão da enfermagem. O SATENPE Repudia à atitude do Referido ENFERMEIRO, que de forma equivocada tenta desconstruir um movimento que com muita luta vem sendo construído no Estado de Pernambuco, cujo fruto é a união das forças: Técnicos, Auxiliares e Enfermeiros, portanto no dia 07 outubro os Técnicos, Auxiliares de enfermagem e Enfermeiros e demais  profissionais de saúde do Recife, terão a oportunidade de escolhe quem realmente de fato e de direito lhes representa.

A DIREÇÃO

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Bebês em situação crítica na maternidade do Hospital Agamenon Magalhães


Denúncia aponta superlotação e não isolamento de contaminados


UCI do Agamenon Magalhães tem 14 leitos, mas atende
31 crianças. Imagens mostram crianças juntas
Bebês recém-nascidos internados na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do Hospital Agamenon Magalhães (UCI/HAM), no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte no Recife, passam por uma situação crítica de superlotação. Segundo o Conselho Gestor do HAM, a unidade tem capacidade para 14 leitos, mas atualmente atende 31 pacientes que necessitam de atenção especial.
Pelo menos oito desses bebês deveriam estar em ambiente isolado, conforme recomenda a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para casos de contaminação por bactérias.
As bactérias diagnosticadas foram Enterobacter Cloacae, Klebsiella Pneumoniae, Citrobacter, Serratia Marcescens, Enterobacter Aerogenes. Alguns dos bebês estão com mais de uma contaminação. Segundo as normas da Anvisa, para precaução de contato, são necessárias algumas orientações básicas, tanto para proteção dos profissionais de saúde como também para evitar contágio entre bebês. A recomendação é de que, nos casos em que não é possível fazer isolamento de quarto, os berços estejam numa distância igual ou superior a um metro.
No entanto, a realidade na UCI do HAM é bem diferente. Fotos que a Folha de Pernambuco teve acesso mostram que os bebês estão colocados próximos, a uma distância de quase um palmo.
“A situação é lamentável. O Governo não tem a estrutura que afirma ter e engana o povo”, afirmou uma técnica de enfermagem do hospital responsável pelas imagens. Ela trabalha na rede pública de saúde há mais de 20 anos e não terá o nome revelado para evitar represália. Em nota oficial, Secretaria estadual de Saúde (SES), entretanto, aponta que todos procedimentos realizados estão dentro daqueles estabelecidos pela Comissão Estadual de Infecção Hospitalar.
A situação também está complicada para gestantes ou aquelas que já tiveram o parto realizado, devido ao deficit de leitos. Algumas mães foram colocadas no corredor do hospital porque não há espaço suficiente na enfermaria. “A situação é lamentável. São misturadas as mães que já tiveram com as que ainda vão parir. Elas foram colocadas nos corredores porque o número de leitos é insuficiente”, afirmou a denunciante. Na maternidade, são 48 leitos para mulheres que já tiveram seus partos realizados. Atualmente, 61 pacientes recebem atendimento na unidade. Já a sala de parto, que tem capacidade para 25 pacientes, conta com 33 pessoas em atendimento.
O HAM é referência para partos de alto risco, mas também acaba atendendo demandas que deveriam ser supridas pelos municípios. A média é de 400 partos por mês naquela unidade. Em resposta enviada, o órgão reconhece a alta demanda na maternidade do HAM. Ainda na nota, a Saúde esclarece que houve readequação do espaço e de insumos, além de estar reforçando o número de profissionais para garantir o atendimento a todos os pacientes na unidade. A diretoria da SES afirmou também que não há falta de profissionais, tampouco de medicamentos.
A SES ressaltou que está dando prioridade ao atendimento materno infantil em Pernambuco. De acordo com a pasta, somente este ano foram investidos mais de R$ 2,6 milhões na construção de 20 novos leitos, sendo dez de UCI e dez de UTI Neonatal, no Hospital João Murilo, em Vitória de Santo Antão, o que possibilitou a realização de partos de alta complexidade na unidade, tornando-a referência para a região. As maternidades referência para atendimento de alto risco são as dos hospitais Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).
Fonte: 03/10/2012 07:07 - BÁRBARA FRANCO, da Folha de Pernambuco

Doação de leite é fundamental para desenvolvimento dos recém-nascidos

Maternidade Bandeira Filho possui estrutura para coleta e armazenamento do alimento



Neste mês em que é celebrado o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, comemorado na última segunda-feira, a Maternidade Professor Bandeira Filho, localizada no bairro de Afogados, no Recife, recebeu destaque da Prefeitura municipal pelo serviço realizado. O local abriga o Banco de Leite Humano (BLH) do Recife desde 2009, e é o primeiro estabelecimento do tipo na rede municipal. Além disso, conta com uma estrutura de sete salas climatizadas para atendimento às doadoras, coleta, pasteurização, análise, estocagem e descongelamento do produto, tornando-se referência no Estado. O atendimento, realizado de acordo com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, é feito diariamente. Por mês, a maternidade recebe, em média, de quatro a cinco litros do líquido. Para a coordenadora do BLH, Tereza Freire, a doação de leite é tão essencial quanto outras doações. “O objetivo não só é de aliviar o excedente de leite, mas também ajudar crianças que estão precisando e que suas mães, por algum motivo de saúde, não podem retirar o próprio leite. Então, do mesmo jeito que se precisa de sangue e órgãos, se precisa também de leite humano para salvar vidas”, disse a coordenadora. Ainda de acordo com ela, o BLH funciona 24h por dia. As mães que precisam ou que querem doar leite, podem procurar a Ouvidoria SUS Recife através do telefone 0800. 281.1520. Abrigada no local desde o nascimento da sua filha Larissa Vitória, há cerca de dez dias, Ionara Miranda, de 19 anos, não tem dúvidas de que quer participar da campanha de doação. “Quando eu cheguei aqui, eu estava sem leite e o banco deu para a minha filha. Depois eles me ensinaram a fazer as massagens pra facilitar a liberação do leite. Então, no meu caso, um dia eu precisei e agora eu vou ajudar a quem precisa”, declarou Ionara. A mãe que for realizar o procedimento de doação, precisa ser, primeiramente, saudável, não estar sob ação de medicamentos, e possuir excedente de leite. Ao chegar na maternidade, ela também passará por uma triagem rápida. Além disso, para as que não puderem se deslocar para o local, podem optar por fazer em casa. Nesse caso, a maternidade doa os vidros da coleta já esterelizados e toda a parte de higiene da mãe como luva, toca, máscara e um material para ela saber como fazer a ordenha. O hospital também se responsabiliza em buscar o leite e levar novos vidros, caso a mãe deseje, para que ela possa continuar doando.

Fonte: 03/10/2012 07:20 - MARINA FALCÃO, da Folha de Pernambuco.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DIA DO IDOSO


Melhor em Casa dá mais qualidade de vida ao Idoso

O programa do Ministério da Saúde atende pessoas em casa, com dificuldades de locomoção, em sua maioria com idade acima dos 60 anos
Jesus Menezes, 80 anos, tem o que comemorar hoje, Dia Internacional do Idoso. O aposentado teve o pé esquerdo salvo graças ao empenho e dedicação da equipe do Programa Melhor em Casa. Uma lesão no pé, agravada pela diabetes, levou os médicos a recomendar a amputação, mas os curativos periódicos feitos pela equipe multiprofissional descartou a cirurgia radical. Atualmente, 64,4% das pessoas atendidas pelo programa são idosos (acima dos 60 anos) – levantamento entre abril e junho deste ano – 2.302 pacientes.

Em novembro de 2011, a família de Jesus passou a receber o atendimento domiciliar de médicos e enfermeiros do Programa Melhor em Casa. “As visitas eram quase todos os dias. Os enfermeiros limpavam, passavam pomadas, faziam o curativo. E hoje ele está melhor. Eles são uns anjos”, conta a mulher de Jesus, Milce, 75 anos.As equipes multidisciplinares atendem pessoas em casa com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, com possibilidade de desospitalização.
A coordenadora da Área Técnica de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann, explica que o programa Melhor em Casa, ao lado do Saúde da Família, é uma das vertentes da estratégia Envelhecimento Ativo, desenvolvido pelo Ministério da Saúde depois de assumir compromisso junto à Organização Mundial de Saúde. No contato com o pacienteque é assistido pelo Melhor em Casa, os profissionais desenvolvem e ensinam hábitos saudáveis de vida, como: alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas, convivência social estimulante, atividade ocupacional prazerosa e mecanismos para atenuar o estresse. Em contrapartida, desestimulam a prática do tabagismo, o alcoolismo e a automedicação, considerados nocivos.
Segundo ela, o Melhor em Casa assume importância diante do envelhecimento natural da população brasileira. Atualmente, existem no Brasil cerca de 21 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, o que representa, aproximadamente, 11% do total da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativas da OMS apontam que de 1950 a 2025 a quantidade de idosos no país aumentará 15 vezes. Com isso, o Brasil ocupará o sexto lugar no total de idosos, alcançando, em 2025, aproximadamente 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade.
MELHOR EM CASA-- Desde o seu lançamento, em novembro de 2011, o programa já habilitou 400 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar e 167 equipes multiprofissionais em 20 estados, alcançando 107 municípios. Deste total, 132 EMADs e 58 EMAPs já estão atendendo a população em 60 municípios de 17 estados.
 “O Melhor em Casa está reabilitando os pacientes em domicílio, garantindo a continuidade do tratamento integrado à rede de atenção à saúde. Além disso, o programa possibilita a redução da internação hospitalar e reduz o tempo de permanência dos usuários internados”, explica o coordenador do programa Melhor em Casa, Aristides Oliveira. 
O Ministério da Saúde custeia as equipes principais com o valor de R$ 34,56 mil mensais e R$ 6 mil/mês por equipe de apoio. Até 2014, o investimento total é de R$ 1 bilhão, para implantação de mil equipes de Atenção Domiciliar e outras 400 equipes de apoio.
INVESTIMENTOS-- O Ministério da Saúde já destinou ao programa Melhor em Casa, antes de completar um ano de existência, R$ 25,84 milhões aos estados e municípios que possuem equipes de Atenção Domiciliar implantadas. O programa também continua em plena expansão.
ASSISTÊNCIA -- As equipes multidisciplinares fazem atendimento durante toda a semana (de segunda a sexta-feira), 12 horas por dia e, podendo ser em regime de plantão nos finais de semana e feriados. Cada equipe pode atender, em média, 60 pacientes, simultaneamente. Cada paciente recebe, em média, uma visita semanal.
As equipes são formadas, prioritariamente, por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta ou assistente social. Outros profissionais como fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo e farmacêutico, além de fisioterapeuta e assistente social poderão compor as equipes de apoio.
O programa Melhor em Casa ajuda a reduzir internações desnecessárias e filas dos serviços de urgência e emergência, já que a assistência, quando há indicação médica, passa a ser feita na própria residência do paciente, desde que haja o consentimento dele e da família. Até 2014, serão implantadas equipes em todos os estados brasileiros.

Por Tinna Oliveira e Maria Vitória, a Agência Saúde – ASCOM/MS
(61) 3315-6249/2509

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